"...Algumas identidades todas vieram à luz para várias coisas. Umas vieram para continuar fazendo o que as identidades duras sempre duras sempre fieram: excluir. São as identidades sociófugas, as que se isolam das outras e deixam de fora os que não são "do pedaço" ou, mais trágico, os infiéis. Outras são identidades de inclusão, identidades sociópetas e outras, ainda, acaso as mais interessantes, são as que não se preocupam com incluir ou excluir e se animam apenas pela ideia de estar ao lado ou, na palavra poética do jazzista Dexter Gordon, as identidades dos que gostam de estar alone together, sozinhos porém junto de seus iguais que são diferentes dos outros sem os quais não há a mútua validação que é o sal da identidade (e como arde, às vezes, esse sal...)."
Teixeira Coelho
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
quinta-feira, 9 de abril de 2009
EMANUELLE
O Pensar é esculpir de Josefh Beuys está presente em ‘A Vida Enorme” de Emanuelle (França) na medida em que por 28’ não apresentam a dança nem tão pouco corpos, bailarinos.
O público é levado a imaginar a dança, então; seus pensamentos dançam enquanto a trilha é executada.
Imagens aparecem e somem. Simulando um projeto de luz que também foi planejado para conduzir o pensamento à dançar em uma atmosfera que “ilumina” as cabeças da audiência surpreendida e tomada de forma crescente de angústia.
O Imediatismo do espectador que já saiu da sua condição de observador e está totalmente inquieto e dançado; leva-o a movimenta-se, e ele não se dá conta e dança em seu já não tão confortável nicho/observatório de antes e agora nichos visivelmente dançantes.
Então; após os 30’ do 1º tempo, há que se dançar com o pensamento; pois a euforia angustiante da platéia só é quebrada pelo silêncio do totem de auto-falantes, que agora ocupa espaço na visão antes retiniana - e também; pela movimentação "minimalista" dos dois intérpretes, que por mais 20’ seguram a platéia, que era cativa e inquieta com o silêncio do totem-falante - e que agora se faz presente e incomoda pela sua massa pesada e inerte em um dialogo imprevisível com corpos móveis/palpáveis em momentos que libera por segundos a trilha e volta ao abandono auditivo/silêncio, novamente no papel de provocador da platéia.
Esta por 50’ está inquieta, questionadora e melhor ainda; cativa e reflexiva da belíssima e inteligente presentação contemporânea de dança que por 30’ dos seus 50’ não apresenta um corpo dançante.
“A Vida Enorme”, inverte papéis e coloca 1500 cabeças dançadas a dançar com o pensamento.
E viva Emanuelle.
Texto escrito em uma madrugada de reflexões e liquidos após o espetáculo.
De Soussa
O Pensar é esculpir de Josefh Beuys está presente em ‘A Vida Enorme” de Emanuelle (França) na medida em que por 28’ não apresentam a dança nem tão pouco corpos, bailarinos.
O público é levado a imaginar a dança, então; seus pensamentos dançam enquanto a trilha é executada.
Imagens aparecem e somem. Simulando um projeto de luz que também foi planejado para conduzir o pensamento à dançar em uma atmosfera que “ilumina” as cabeças da audiência surpreendida e tomada de forma crescente de angústia.
O Imediatismo do espectador que já saiu da sua condição de observador e está totalmente inquieto e dançado; leva-o a movimenta-se, e ele não se dá conta e dança em seu já não tão confortável nicho/observatório de antes e agora nichos visivelmente dançantes.
Então; após os 30’ do 1º tempo, há que se dançar com o pensamento; pois a euforia angustiante da platéia só é quebrada pelo silêncio do totem de auto-falantes, que agora ocupa espaço na visão antes retiniana - e também; pela movimentação "minimalista" dos dois intérpretes, que por mais 20’ seguram a platéia, que era cativa e inquieta com o silêncio do totem-falante - e que agora se faz presente e incomoda pela sua massa pesada e inerte em um dialogo imprevisível com corpos móveis/palpáveis em momentos que libera por segundos a trilha e volta ao abandono auditivo/silêncio, novamente no papel de provocador da platéia.
Esta por 50’ está inquieta, questionadora e melhor ainda; cativa e reflexiva da belíssima e inteligente presentação contemporânea de dança que por 30’ dos seus 50’ não apresenta um corpo dançante.
“A Vida Enorme”, inverte papéis e coloca 1500 cabeças dançadas a dançar com o pensamento.
E viva Emanuelle.
Texto escrito em uma madrugada de reflexões e liquidos após o espetáculo.
De Soussa
quarta-feira, 8 de abril de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
CONTAMINAÇÕES
Crise – esta que contamina e põe em cheque nossas verdades nos leva a convocar àqueles que sempre estiveram a ruptura com, a busca do novo, o novo pelo novo a um legítimo ultimato. Dança, música, artes plásticas, cinema, literatura, teatro, fotografia tudo se contamina.
“Uma rosa é uma rosa é uma rosa...”?
Gertrude Stein
Um cachimbo já não é mais um cachimbo.
Lembram...
“Isso não é um cachimbo”
R Magritte
O que é o quê?
Recusamo-nos a responder o que é arte.
mas ainda perguntamos...
Qual é o limite das coisas?
Precisamos de rótulos?
Há algo que nos difere?
- Preocupa-se com autoria.
Coitados daqueles que buscam o novo, o inédito, em um mundo contaminado, que é bombardeado pelas mesmas informações, em vários lugares ao mesmo tempo. Sempre acreditamos na singularidade, mesmo em tempo de globalização por uma questão de sobrevivência, é claro.
Pois já não mais acreditamos no UNO e assumimos:
- Somos incoerentes e fragmentados e neste sentido, acreditamos que a todo instante estamos sendo contaminados e produzimos corpos para contaminar as informações, os significados; incorporando assim, a temporalidade.
- Não é deixando de se contaminar que produzirão uma identidade.
Contaminem e permitam a contaminação.
De Soussa
Texto Manifesto de apresentação do projeto Contaminações, mostra coletiva de artes plásticas, realizado no Centro Cultural da UFMG, em 1999 e indicada pela crítica como uma das mostras mais significativas do ano.
“Uma rosa é uma rosa é uma rosa...”?
Gertrude Stein
Um cachimbo já não é mais um cachimbo.
Lembram...
“Isso não é um cachimbo”
R Magritte
O que é o quê?
Recusamo-nos a responder o que é arte.
mas ainda perguntamos...
Qual é o limite das coisas?
Precisamos de rótulos?
Há algo que nos difere?
- Preocupa-se com autoria.
Coitados daqueles que buscam o novo, o inédito, em um mundo contaminado, que é bombardeado pelas mesmas informações, em vários lugares ao mesmo tempo. Sempre acreditamos na singularidade, mesmo em tempo de globalização por uma questão de sobrevivência, é claro.
Pois já não mais acreditamos no UNO e assumimos:
- Somos incoerentes e fragmentados e neste sentido, acreditamos que a todo instante estamos sendo contaminados e produzimos corpos para contaminar as informações, os significados; incorporando assim, a temporalidade.
- Não é deixando de se contaminar que produzirão uma identidade.
Contaminem e permitam a contaminação.
De Soussa
Texto Manifesto de apresentação do projeto Contaminações, mostra coletiva de artes plásticas, realizado no Centro Cultural da UFMG, em 1999 e indicada pela crítica como uma das mostras mais significativas do ano.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Monólogos Noturnos
Confissões,
Monólogos Noturnos
Enjoados,
as vezes sombrios,
Imaginários e Memoráveis que se pretendem diálogos.
-Mas a cama continua verde, as vezes branca e na maioria das noites vazia.
Monólogos Noturnos
Enjoados,
as vezes sombrios,
Imaginários e Memoráveis que se pretendem diálogos.
-Mas a cama continua verde, as vezes branca e na maioria das noites vazia.
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