Crise – esta que contamina e põe em cheque nossas verdades nos leva a convocar àqueles que sempre estiveram a ruptura com, a busca do novo, o novo pelo novo a um legítimo ultimato. Dança, música, artes plásticas, cinema, literatura, teatro, fotografia tudo se contamina.
“Uma rosa é uma rosa é uma rosa...”?
Gertrude Stein
Um cachimbo já não é mais um cachimbo.
Lembram...
“Isso não é um cachimbo”
R Magritte
O que é o quê?
Recusamo-nos a responder o que é arte.
mas ainda perguntamos...
Qual é o limite das coisas?
Precisamos de rótulos?
Há algo que nos difere?
- Preocupa-se com autoria.
Coitados daqueles que buscam o novo, o inédito, em um mundo contaminado, que é bombardeado pelas mesmas informações, em vários lugares ao mesmo tempo. Sempre acreditamos na singularidade, mesmo em tempo de globalização por uma questão de sobrevivência, é claro.
Pois já não mais acreditamos no UNO e assumimos:
- Somos incoerentes e fragmentados e neste sentido, acreditamos que a todo instante estamos sendo contaminados e produzimos corpos para contaminar as informações, os significados; incorporando assim, a temporalidade.
- Não é deixando de se contaminar que produzirão uma identidade.
Contaminem e permitam a contaminação.
De Soussa
Texto Manifesto de apresentação do projeto Contaminações, mostra coletiva de artes plásticas, realizado no Centro Cultural da UFMG, em 1999 e indicada pela crítica como uma das mostras mais significativas do ano.
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