terça-feira, 27 de janeiro de 2009

CONTAMINAÇÕES

Crise – esta que contamina e põe em cheque nossas verdades nos leva a convocar àqueles que sempre estiveram a ruptura com, a busca do novo, o novo pelo novo a um legítimo ultimato. Dança, música, artes plásticas, cinema, literatura, teatro, fotografia tudo se contamina.

“Uma rosa é uma rosa é uma rosa...”?
Gertrude Stein

Um cachimbo já não é mais um cachimbo.
Lembram...

“Isso não é um cachimbo”
R Magritte

O que é o quê?

Recusamo-nos a responder o que é arte.

mas ainda perguntamos...

Qual é o limite das coisas?

Precisamos de rótulos?

Há algo que nos difere?


- Preocupa-se com autoria.

Coitados daqueles que buscam o novo, o inédito, em um mundo contaminado, que é bombardeado pelas mesmas informações, em vários lugares ao mesmo tempo. Sempre acreditamos na singularidade, mesmo em tempo de globalização por uma questão de sobrevivência, é claro.

Pois já não mais acreditamos no UNO e assumimos:
- Somos incoerentes e fragmentados e neste sentido, acreditamos que a todo instante estamos sendo contaminados e produzimos corpos para contaminar as informações, os significados; incorporando assim, a temporalidade.

- Não é deixando de se contaminar que produzirão uma identidade.
Contaminem e permitam a contaminação.

De Soussa

Texto Manifesto de apresentação do projeto Contaminações, mostra coletiva de artes plásticas, realizado no Centro Cultural da UFMG, em 1999 e indicada pela crítica como uma das mostras mais significativas do ano.

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